Gdańsk e a costa báltica, de Malbork às dunas de Łeba
Uma cidade de tijolo vermelho nas margens do Motława, praias de areia branca e uma península de pinheiros com 35 quilómetros de comprimento. Um circuito de seis dias a partir de Gdańsk, do castelo de Malbork às dunas de Łeba.
De Gdańsk às dunas de Łeba
A viagem começa em Gdańsk e segue a costa, da lagoa do Vístula até Łeba. A cidade velha visita-se a pé: o Długi Targ, uma praça comprida rodeada de casas de mercadores, e depois os cais do Motława. Ali fica o guindaste Żuraw, concluído em 1444, o maior guindaste portuário da Europa medieval. Quase todo o bairro foi reconstruído depois de 1945.
A norte, Sopot é uma estância balnear, com o seu cais de madeira. Depois, uma única estrada percorre a península de Hel, uma faixa de areia e pinheiros com 35 quilómetros de comprimento. Em certos pontos, vê-se a baía de um lado e o mar aberto do outro. Passa-se por Jurata, estância elegante do período entre as duas guerras, antes de chegar a Hel.
Mais a oeste, a estrada vai de farol em farol até Łeba. Deixa-se o carro em Rąbka e segue-se a pé, de bicicleta ou num vaivém elétrico até às dunas móveis com mais de 30 metros, que avançam alguns metros por ano. O regresso atravessa a Cassúbia, com os seus lagos e colinas arborizadas. A costa ocidental, de Kołobrzeg a Wolin, fica para outra viagem.

Malbork e a Ordem Teutónica
A sul de Gdańsk, Malbork é o maior castelo do mundo em área. A Ordem Teutónica, uma ordem de monges-cavaleiros alemães, instala ali o seu grão-mestre em 1309. Mercenários da ordem, que não tinham sido pagos, vendem o castelo ao rei da Polónia em 1457. Meio destruído em 1945, foi reconstruído e inscrito no Património Mundial da Unesco em 1997. A visita leva cerca de três horas; no verão, é melhor comprar os bilhetes online.
Como Malbork, os castelos e as cidades que a Ordem construiu na região são de tijolo vermelho. Funda Elbląg em 1237. A sudeste da cidade, no canal de Elbląg, os barcos sobem e descem as colinas em carruagens que andam sobre carris.
Em Frombork, a catedral domina a lagoa do Vístula. Nicolau Copérnico era ali cónego e ali escreveu o seu livro sobre o movimento da Terra à volta do Sol. Os seus restos mortais, identificados por ADN em 2008, voltaram a ser sepultados ali em 2010.
Diz-se que foi em Westerplatte que começou a Segunda Guerra Mundial.
Gdańsk, de 1939 ao Solidariedade
A 1 de setembro de 1939, o couraçado alemão Schleswig-Holstein abre fogo sobre Westerplatte, um depósito militar polaco à entrada do porto. Diz-se que foi em Westerplatte que começou a Segunda Guerra Mundial. A guarnição resiste sete dias. Na cidade, o Museu da Segunda Guerra Mundial, aberto em 2017, conta os combates e a vida dos civis. Em Sztutowo, cerca de 65 000 pessoas morreram no campo de Stutthof, aberto logo a 2 de setembro de 1939.
Em agosto de 1980, os operários do estaleiro naval Lenine entram em greve, com Lech Wałęsa. Conseguem o direito de criar um sindicato livre, o Solidariedade (Solidarność). Diante do portão n.º 2 do estaleiro, três cruzes de aço lembram os operários mortos em 1970. Ao lado, o Centro Europeu da Solidariedade conta a história deste movimento até ao fim do comunismo, em 1989.

Parque Etnográfico Cassubiano de Wdzydze
O museu ao ar livre mais antigo da Polónia, fundado em 1906. Quintas, solares, moinhos e igrejas de madeira cassubianos foram ali reconstruídos nas margens dos lagos de Wdzydze.
Informações práticas
- Quando ir
- De maio a setembro. Julho e agosto atraem multidões; junho e setembro são mais calmos.
- Como chegar
- Aeroporto em Gdańsk. Por estrada, Gdańsk fica a cerca de quatro horas de Varsóvia.
- Acesso
- Tudo asfaltado. A cidade velha de Gdańsk é em grande parte pedonal: deixe a autocaravana fora dela. A única estrada de Hel fica congestionada no verão e ao fim de semana.
- Dormir em autocaravana
- Parques de campismo na península de Hel, em Łeba e nas margens dos lagos da Cassúbia. Campismo selvagem proibido no Parque Nacional de Słowiński.
- A saber
- Não há vinheta, mas a A1 entre Gdańsk e Toruń tem portagem; e-TOLL acima de 3,5 toneladas. O Museu da Segunda Guerra Mundial fecha à segunda-feira. Westerplatte está em obras: uma parte do local está fechada e só o parque de estacionamento do centro de acolhimento está aberto.
- Contar
- Seis dias para o circuito, mais um para o canal de Elbląg.

O que não perder
- 1A basílica de Santa MariaUma das maiores igrejas de tijolo do mundo; a sua torre domina os telhados.
- 2O órgão de OliwaUm órgão do século XVIII com anjos que se mexem, tocado em concertos curtos.
- 3O cais de SopotO cais de madeira mais comprido da Europa, que avança 458 metros pela baía.
- 4O Dar PomorzaUm veleiro de três mastros de 1909, a «Fragata Branca», atracado em Gdynia.
- 5O Fokarium de HelFocas-cinzentas tratadas pela estação marinha da Universidade de Gdańsk.
- 6Kartuzy e SzymbarkUma igreja com o telhado em forma de caixão e, depois, uma casa construída de pernas para o ar.
Gdańsk e a costa báltica em imagens



O cais de madeira de Sopot, que avança pela baía de Gdańsk.
A mesa do Báltico
Na costa, come-se peixe fumado: arenque, solha ou espadilha, vendidos nos fumeiros de Hel e de Łeba. Na Cassúbia, a cozinha assenta na batata e no ganso.
Em Gdańsk, prova-se o Goldwasser, um licor de ervas com flocos de ouro a flutuar, criado na cidade no fim do século XVI. Na rua Mariacka, vende-se âmbar do Báltico.
Circuito a partir de Gdańsk
+17etapas- 1Długi Targ · Bazylika konkatedralna Wniebowzięcia Najświętszej Maryi Panny w Gdańsku · Brama Żuraw · Europejskie Centrum Solidarności
- 2Zamek w Malborku · Brama Targowa w Elblągu · Bazylika Archikatedralna Wniebowzięcia Najświętszej Maryi Panny i św. Andrzeja we Fromborku
- 3Stutthof · Muzeum II Wojny Światowej w Gdańsku · Pomnik Obrońców Wybrzeża
Grátis, sem conta — parte dos seus lugares, à sua maneira.
Um ponto de partida, algumas vontades — o ViaLooma compõe o itinerário dia a dia, com mapa, etapas e caderno de viagem.